quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Playlist Via Nocturna 21 de setembro de 2017


Flash-Review: Captains And Kings (Conclusion Of An Age)

Álbum: Captains And Kings
Artista: Conclusion Of An Age   
Edição: Dr. Music Records     
Ano: 2017
Origem: Alemanha
Género: Heavy Metal, Melodic Metal, Modern Metal
Classificação: 5.6/6
Análise:
Captains And Kings é disco entusiasmante pela sua abordagem melódica a um heavy metal moderno. Longe de existirem densas paredes sónicas, os Conclusion Of An Age optam por uma abordagem diferente. E é aqui que entra um sensacional trabalho de guitarra, quase sempre a solo, mesmo que nem sempre a solar. E este conjunto de temas consegue ser, simultaneamente, simples para permitir a rápida adesão às suas melodias e complexo nas estruturas criadas. Coletivo promissor!
Highlights: Infinite War, Captains And Kings, Days Turn Into Night, Tyranny Falls, Surrounded By Enemies
Para fãs de: Avenged Sevenfold, Trivium, Disturbed, Oversense, Alter Bridge, Sylosis

Tracklist:
1. Arms Race
2. Infinite War
3. The Broken Throne
4. Captains And Kings
5. Days Turn Into Night
6. At The Edge
7. Tyranny Falls
8. Surrounded By Enemies
9. Time Collapses

Line-up:
Kevin Di Prima - vocais
Michael Kaiser - guitarras
Julian Kaiser - guitarras
Micha Mangold - baixo
Philip Deuer - bateria

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Review: Supernova Plasmajets (Supernova Plasmajets)

Supernova Plasmajets (Supernova Plasmajets)
(2017, AOR Heaven)
(5.4/6)

Os Supernova Plasmajets têm conseguido alcançar um assinalável sucesso no seu país natal, a Alemanha, com o seu homónimo álbum de estreia. E a que se ficará a dever tal sucesso? Desde logo um visual descomprometido e longe de todos os cânones de uns praticantes de hard rock. Sim, há a clássica matiz colorida do glam, mas correntes de ouro ao pescoço e skates estão um pouco… out! Talvez seja esta abordagem visual pouco ortodoxa no género, até com alguma infantilidade pelo meio, que tenha conseguido essa chamada de atenção. Mas isso seria de todo irrelevante se a acompanhar não houvesse um mínimo de qualidade musical. E embora musicalmente Supernova Plasmajets não seja grandemente inovador, vale pela atitude, pela energia, pela vivacidade destes jovens. Onze temas de puro e descomprometido hard rock, com uma vocalista com a postura adequada e que bebem influências que vão dos Scorpions aos Whitesnake passando pelas Heart e outros nomes grandes do género. Guitarras distorcidas, melodias básicas mas diretas e funcionais e as tradicionais baladas fazem parte do repertório dos Supernova Plasmajets. A estes adicionam-se elementos de modernidade, alguns deles até bem dispensáveis como o eletrónico e techno, e têm o quadro completo. Para já, tudo isto tem sido suficiente para ir conquistando audiências e alguma crítica. Mas uma coisa é certa: este coletivo ainda tem de crescer e esclarecer quem é mais importante, se a imagem, se a música.

Tracklist:
1.      Leave Forever
2.      Supernova Team
3.      Hold You Close
4.      Turn Off The Lights
5.      Will I Ever Know
6.      Nothing’s Gonna Stop Me Now
7.      Hangin’ On My Lips
8.      Faster
9.      Fallin’ Backwards
10.  Feel Your Fear
11.  Turn Around

Line-up:
Jennifer Crush – vocais
Manni McFly – guitarras e teclados
Alexis Rose – bateria
Randy Stardust – guitarras e vocais
Cliff Bourbon – baixo

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Edição: AOR Heaven   

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Review: Many Years Ago (Avi Rosenfeld & Marco Buono)

Many Years Ago (Avi Roselfeld & Marco Buono)
(2017, Independente)
(5.8/6)

Avi Rosenfeld continua a surpreender pela sua capacidade de lançar álbuns atrás de álbuns. Ora dentro do espectro hard rock ora variando e sendo mais soft, numa vertente rock, o israelita tem conseguido criar canções muito boas. Por norma não foge muito dos seus registos (dentro de um ou de outro género), e também não sai muito fora da sua zona de conforto. Certamente os seus fãs sabem isso e não se devem importar pois Avi consegue criar boas músicas, de audição acessível e com um elevado nível no que ao aspeto técnico diz respeito. Many Years Ago, 32º álbum da carreira, introduz, no entanto, uma novidade – o disco aparece assinado em coautoria entre Avi e Marco Buono, vocalista germânico que canta em todas as canções. Desde logo, verifica-se aqui uma evolução ao nível vocal, ultrapassando-se algumas das limitações da voz do israelita e por outro lado, consegue-se a manutenção de um equilíbrio entre todos os temas. Musicalmente, as 10 canções de Many Years Ago, variam entre algo bem dentro do rock bem eletrificado – Mister Jones, Strange Love ou The Kids Are Driving Me Out Of My Mind – e um conjunto de registos em base acústica e/ou eletroacústica. Dentro deste segundo conjunto, as referências abraçam nomes como The Beatles, The Moody Blues ou Barclay James Harvest e são temas particularmente bem construídos, com agradáveis linhas melódicas e com a inclusão de uma série de atrativos. São exemplos o solo de saxofone de Beautiful Like A Rocket Queen, os arranjos de piano e baixo e solo deste no tema título, o ar tropical de At First Sight com um magistral solo de saxofone, numa linha Sting, os elementos éticos de Precious Life ou a emotividade saliente de Light Of The Moon. Depois há curiosas e inteligentes misturas como em Momma Come - algo entre a alma gypsy, dedilhados acústicos, pianos minimalistas e marcha soft; em Mister Jones, com a inclusão de elementos funk no já citado cenário rock e em Strange Love com o blues, o jazz e os mariachis a cruzarem-se de forma a criar um momento de sublime beleza. Beleza, grande capacidade para criar canções e músicos (mais uma vez de todo o mundo) com grande destreza técnica para as executarem, tudo a contribuir para mais um disco de enorme qualidade do criativo israelita.

Tracklist:
1.      Beautiful Like A Rocket Queen
2.      Many Years Ago
3.      At First Sight
4.      Mister Jones
5.      Mamma Come
6.      Took It
7.      Strange Love
8.      Light Of The Moon
9.      The Kids Are Driving Me Out Of My Mind
10.  Precious Life

Line-up:
Avi Rosenfeld – guitarra acústica
Marco Buono – vocais
Rock Milady Noemi, Max Novoselsky, Neil Schmidt, Emilio Espejo – guitarra elétrica
Dylan Buterbaugh, Andrew Boucher, Eli Barrett, BF Project, Alex Zulaika, Harald Kay, Dustin Woodward, Raul Rodriguez, Richard Dellow, Tommaso Monopili – bateria
Jon Garcia, Donnie Bass, Daniel Swain, Guido Hill, Anton Wannamakers – baixo
George Schiessl – baixo e órgão
Jan Kopcak, Tim Dobson – saxophone
Gabro Jazz – piano
Nick Foley, Salvo D’Addeo, Ian Rutherford – Hammond
Yvan Nunez, Clayton Chiesa – Rhodes
Dave Lee - trompete

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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Review: War Is Hell (Category VI)

War Is Hell (Category VI)
(2017, Killer Metal Records)
(5.2/6)

Como forma de começar, poderemos afirmar que o segundo álbum dos Category VI, War Is Hell, é a continuação lógica da sua estreia, Fireborn, lançada em formato físico em 2014 e digitalmente um ano antes. E o seu género é facilmente identificável como sendo uma potente mistura de heavy metal clássico, power metal e até thrash metal, com referências a nomes como Megadeth, Judas Priest ou Iron Maiden. Strike The Axe, tema de abertura deixa isso logo ali bem claro e se dúvidas existissem, o conjunto de temas seguintes nem dá tempo ao ouvinte de respirar. Uma bateria demolidora e clinica e uma voz poderosa (por vezes lembra a nossa Sandra Oliveira, embora com menos capacidade de colocação como se perceberá no épico War Is Hell) são embrulhadas por uma guitarra muito orientada para riffs e com uma distorção algo estranha e até nem tão poderosa como o resto do instrumental deixaria supor. Todavia, em momento algum War Is Hell se consegue transformar numa obra fundamental, essencialmente devido à falta de diversidade. E o tal épico já referenciado, tema final que batiza o álbum, acaba por ter um registo diferente depois de sete temas sempre a projetar aquela linha de metal potente. Mais tranquilo, mais aberto, mais exploratório de outros elementos, War Is Hell, começa com narrações/spoken word, desenvolve-se dando origem a mais cavalgadas, para depois voltar a acalmar. Infelizmente é também neste tema onde mais notórias são as dificuldades de Amanda Marie Gosse. Não sendo brilhante, War Is Hell tem, no entanto, tudo que o mais acérrimo fã de metal procura: rifalhada, solos, tradição e atitude.

Tracklist:
1.     Strike Of The Axe
2.     The Traveller/The Dark Warrior
3.     Mirror
4.     Full Metal Jacket
5.     Crossing The Avalon
6.     Arise
7.     Out Of Time
8.     War Is Hell

Line-up:
Amanda Marie Gosse – vocais
Geoff Waye – guitarras
Keith Jackman – baixo
John Angelopoulos – bateria

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domingo, 17 de setembro de 2017

Flash-Review: Second Reality (ELA)

Álbum: Second Reality
Artista: ELA   
Edição: Massacre Records   
Ano: 2017
Origem: Alemanha
Género: Heavy Metal, Power Metal, Female Fronted Metal
Classificação: 4.6/6
Análise:
Os vocais poderosos de Michaela “ELA” Eichhorn lideram uma abordagem pouco ortodoxa a um power metal melódico. Pouco ortodoxa no sentido de não ser muito frequente no género a entrada por campos onde a velocidade e as densas paredes sonoras são quase inexistentes. Second Reality opta por apresentar maior complexidade estrutural, tendo como resultado um álbum pouco easy-listening e, a maioria das vezes, algo confuso e pouco esclarecido.
Highlights: Black Rose, Warcraft, Lizzy Borden’s Rhyme, Deadly Sins, Psycho Path
Para fãs de: Edguy, Avantasia, Firewind, Pretty Maids, Edenbridge

Tracklist:
1. Alchemy
2. Comatose
3. House Of Lords
4. Revenge
5. Black Roses
6. Deadly Sins
7. Witch Of Salem
8. Psycho Path
9. Varus
10. Warcraft
11. Welcome To Zombieland
12. Lizzy Borden’s Rhyme

Line-up:
ELA – vocais
Ralf Stoney – guitarras
Chris Kolb – baixo
Micha Kasper - bateria

sábado, 16 de setembro de 2017

Notícias da semana

Depois de cinco anos de silêncio, os Serenade regressam com um novo e explosivo álbum no outono deste ano e numa edição a cargo da Revalve Records. Este novo trabalho chama-se Onirica e ao som metálico são adicionadas componentes sinfónicas e atmosferas góticas.



O duo conhecido como The Picturebooks, praticante de um blues rock primitivo, apresenta o seu novo vídeo oficial para o tema Zero Fucks Given. Este vídeo foi filmado e editado por Claus Grabke



1755 marca o ano do terrível terramoto que devastou a cidade de Lisboa. 2017, no entanto, assinala o lançamento do novo álbum de originais dos Moonspell, totalmente cantado em português e dedicado a este fatídico evento. O 13.º trabalho de estúdio da banda chega a 3 novembro. Recentemente os Moonspell desvendaram um pouco do que se poderá esperar em 1755 com um pequeno excerto do tema Todos os Santos que ganha agora um lyric vídeo oficial, num lançamento a nível mundial.


A Bilocation/Kozmik Artifactz acaba de assinar com os australianos The Ugly Kings, para o lançamento da sua estreia em formato longa-duração no inicio de 2018, sucessor do mini-álbum, Of Sins. A banda fez de suporte dos Airbourne durante a sua tour australiana e com boas críticas.


Os SweetKiss Momma, descritos como roots e southern rock e que mistura a improvisação dos anos 60/70 com os inícios do metal dos anos 80, está de regresso. Com três lançamentos, múltiplas vindas à Europa e tours em torno dos EUA, a banda ganhou uma notável legião de fãs. Get Ready For The Getdown é o novo trabalho, onde já foi retirado o vídeo do tema Old Dry Bones.


Mais uma banda francesa a assinar pela Massacre Records. Desta feita, foi a vez dos Eternal Flight, coletivo praticante de prog power metal. Depois de três álbuns de estúdio, Retrofuture é o primeiro trabalho para a editora germânica e sai no inverno.



Os Nervcast, banda de Toronto, irá lançar a sua estreia em formato EP denominada Loacked And Loaded a 21 de outubro. Em associação com a Metal-Rules.com, o coletivo estreou o primeiro vídeo para o tema Fallen Angels.



Na sequência da grande resposta que Rises (Sliptrick Records, 2016) teve, e de uma série de grandes apresentações na Eslovénia e na Itália, os Tytus estão de regresso aos seus Track Terminal Studio para gravar novo material. As novas dez canções a apresentar num futuro álbum irão estar entre a NWOBHM e o speed/thrash dos primórdios.


A New Safe Path é o primeiro videoclip oficial da banda de metal progressivo com vocais femininos Onydia, o novo projeto nascido dos ex-músicos dos Elarmir. Este tema é um prelúdio do álbum de estreia a ser lançado em breve pela Revalve Records.


Metalite é o nome de uma nova banda sueca que se estreia para a Inner Wound Recordings. O álbum Heroes In Time sai a 27 de outubro e o single de avanço, Afterlife, já está disponível. Heroes In Time tem produção de Jacob Hansen e a capa esteve a cargo de Jan Yrlund. Também a 27 de outubro sai o novo álbum dos Angel Nation intitulado Aeon, do qual já foi retirado o primeiro single/vídeo Burn The Witch.


Fundados em 1990 por Carlos Santos, os mYoj (Melancholic Youth Of Jesus) alcançaram um estatuto de banda de culto no circuito underground Europeu. Ao longo dos anos a banda tem vindo a reinventar a sua matriz sonora, cujas raízes derivam do rock intemporal dos Velvet UndergroundNew York Dolls e The Stooges, a aura bucólica de Manchester e Liverpool patente nas canções dos New Order e Echo & The Bunnymen, e o muro de som do excêntrico Phil Spector. A banda encontra-se, atualmente, em processo de renascimento com as entradas de Miguel Lopo (Guitarra), João leitão (Baixo) e Pedro Almeida (Bateria), que em conjunto com Carlos Santos (Voz/Guitarras), procuram canções intemporais e imunes a modas, e que falam intimamente com os ouvintes - individualmente. Dia 5 de Outubro, os The Melancholic Youth Of Jesus irão dar um concerto no Hard Club (Sala 2), o que assinala um regresso ao Porto.


Sorrow é o segundo single do novo álbum de GrandFather's House, Diving, que foi editado ontem. Este segundo single, assim como o primeiro You Got Nothing To Lose, conta com videoclip produzido e realizado pelos leirienses CASOTA Collective, responsáveis por alguns dos melhores telediscos feitos em Portugal nos últimos tempos.


Os suecos Grand Royale associaram-se à PureGrainAudio.com para disponibilizarem o seu novo vídeo Know It All. Este tema faz parte do mais recente disco da banda, Breaking News, produzido por Nicke Andersson.




O objetivo dos Audiorehab é trazer para os nossos dias tudo o que de grandioso a música do passado teve. E o seu álbum de estreia, planeado para o final deste ano e intitulado Old School Medicine, irá certamente atingir tal desiderato, pelo menos a atender pela primeira amostra – o tema Keep Me Coming.