quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Entrevista: A Devil's Din

Três músicos nascidos no “Velho Mundo”, nutrindo um sentimento único por uma música rock melódica, inovadora e criativa, atravessam os oceanos, encontram-se em Montreal e nascem os A Devil’s Din. Depois de um EP de estreia, em 2011, um trio reformulado mas ainda com Dave Lines ao comando, lança Skylight, o motivo principal desta conversa com os três elementos.

Viva! Novo álbum cá fora - o que mudou desde o lançamento de One Day All This Will Be Yours?
David Lines (DL): Bem, certamente muita coisa mudou dentro e fora da banda. Antes de mais comecei os A Devil’s Din porque estava cansado de estar em bandas que fizeram grandes coisas mas que se separaram logo depois! Aconteceu-me, e muito! Como acontece a milhares de músicos a cada ano em todo o mundo. Ser um grande executante e ter músicas muito fixes contribui para aí, no máximo, 10%, para se ter uma banda de sucesso. A Devil’s Din é o primeiro e único projeto que comecei por mim, e será o último, o que significa que vai continuar até morrer! Assim, a grande mudança na banda foi que no primeiro álbum tinha músicos que conhecia, amigos de verdade, que se envolveram maioritariamente porque queriam ajudar, não porque queriam aproveitar a minha viagem. O único sobrevivente dessa formação original sou eu, o que foi bom, essencialmente, porque ajudaram a por a máquina em funcionamento para Tom e Dom que agora pertencem a esta banda - é tanto deles quanto minha.
Dominique Salameh (DS): Adoro todas as músicas do álbum, foi o que me levou a entrar na banda.
Tom Chollet (TC): Eu também!
DL: Mas agora que encontramos o nosso som, movemo-nos para algo que tem o groove de todos nós e os elementos contribuem e têm as suas vozes e gostos incluído no conjunto. Além disso, tematicamente, o que mudou para mim foi que eu sou um sacana sombrio que, independentemente das guerras, das disparidades económicas maciças e das catástrofes ambientais em todos os lugares, sinto-me muito mais positivo sobre a vida na Terra. E Skylight é mais ou menos sobre isso.

O engraçado é que os A Devil’s Din nasceram no Canadá, mas nenhum de vocês é canadiano, certo? Houve alguma linha cósmica que vos orientou até se encontrarem?
DS: Bom ponto de vista. A verdadeira questão é, quem realmente é canadiano atualmente?
TC: Talvez os nativos?
DL: Mas, provavelmente havia alguém aqui antes deles! Infelizmente, a história é mais ou menos um banho de sangue, um a seguir ao outro. Desculpa... É triste... A verdade é que nenhum de nós nasceu, mas fomos transferidos para o "Novo Mundo", mesmo que a maioria das nossas influências venham da Grã-Bretanha e da Europa.
TC: Depois fomos influenciados pelo blues e rock'n'roll americano!
DL: Verdade!
DS: Gostamos de acreditar na terra de viajantes, uma área muito cosmopolita, onde pessoas de todos os lugares e partes do mundo se reúnem para coexistir. Especialmente em Montreal, onde um determinado elemento é adicionado com toda a dualidade francês/Inglês... Portanto, esse ponto de concentração é a encruzilhada onde se uniram forças decorrentes de um amor por esta cidade fantástica que é Montreal!

Portanto, é natural que tragam diferentes influências das vossas origens. Funciona assim ou não?
TC: De qualquer forma, enquanto miúdo em França, tudo o que ouvia era rock americano ou Inglês. Não ouvia o que se passava lá.  
DL: O mesmo comigo. O meu pai ouvia os primórdios de Beach Boys e Beatles e rock'n'roll, que foi das primeiras coisas que os meus ouvidos agarraram. Depois ouvi coisas posteriores a Beatles e material dos anos 60 como Cream, Hendrix e The Who! Depois comecei a cair no ácido e esqueci isso! Portanto, acho que as origens são um pouco arbitrárias. Todos nós tivemos pais que tinham bom gosto em rock e contribuíram muito para nos tornarmos as aberrações musicais que somos! A minha maior influência que é absolutamente britânica teria que ser Monty Python!
DS: Acho que as nossas origens estão enraizadas na nossa cultura e amor pela música e arte. Somos abençoados por ser músicos e ter a oportunidade de viver e visitar diferentes partes do mundo antes da chegada aqui a Montreal. Mas sim, de certa forma temos diferentes origens e culturas ligeiramente diferentes: Dave, da Inglaterra, cresceu no Canadá e viajou por todos os EUA…
DL: A maioria na Califórnia!
DS: ... e na Europa durante as férias, Tom, da França, tem viajado por toda a Europa, eu cresci na França, depois foi o Líbano de onde sou e, finalmente, Montreal onde passei a maior parte da minha vida. De certa forma, o click deu-se porque crescemos a ouvir bandas similares e reunimo-nos pelo amor ao rock progressivo psicadélico e harmonias vocais entre outros estilos que também aprecio muito. Portanto, gostaria de acreditar que as nossas "origens" estão mais enraizadas nas nossas afinidades intelectuais e nossa curiosidade musical artística e não simplesmente nos nossos valores que acho que estão num comprimento de onda semelhante (o que acreditamos e pelo qual nos esforçamos).

Como foi o processo que vos levou a Skylight, cinco anos após a sua estreia?
DL: Bem, demorou um pouco mais do que o esperado ter este segundo álbum. E escrever canções nem sempre é o mesmo que estar inspirado! Tenho muitas ideias mas pode ser uma trabalheira elaborar os detalhes, e certamente encontrar algo digno de se cantar! Mas pouco a pouco os ovos eclodiram e as galinhas pequenas cresceram prontas para serem levadas para o matadouro, o que algumas pessoas chamam de um estúdio de gravação. Além disso, sou um músico comercial, portanto, muito do meu tempo é absorvido com isso, e neste período de transição muita coisa aconteceu, mesmo depois da banda ser o que é agora.
TC: O nosso estúdio de ensaio ardeu.
DS: Casei-me e tive um filho. Bem, a minha esposa teve, mas eu ajudei.
DL: A vida é o que acontece contigo enquanto estás a fazer outros planos. A citação não é minha. Nem do Lennon.

Não é muito tempo, cinco anos de ausência? O que fizeram durante esse tempo?
DL: Não, tocamos, escrevemos, tivemos alguns grandes espetáculos. Na verdade, olhando para trás, parece uma enormidade de tempo! Mas esta música não é necessariamente fácil de aperfeiçoar e eu estou sempre a escrever, a experimentar novas ideias, estruturas. Estou constantemente concentrado em criar o mais emocionante, excitante e alucinante espetáculo possível. Mas como sou incrivelmente distraído isso demora um pouco mais a ter as coisas prontas.
DL: Sim, sem brincadeiras!
TC: (risos)

Este álbum, como o anterior foi lançado pela vossa própria editora, a Island Dive Records. Porque decidiram criar o vosso próprio selo?
DL: Somos como uma empresa de alimentos especializada, fazendo pequenas e estranhas misturas com ingredientes raros e difíceis de encontrar e algumas pessoas preferem fazer compras num lugar que é mais familiar e tem marcas mais reconhecíveis. Mas há os que amam o nosso material e não se cansam. Mas essas pessoas são geralmente considerados uma subcultura muito específica e até mesmo as editoras independentes tendem a lidar com subculturas pois sabem que as podem considerar. Simplesmente, não queremos esperar que a editora certa nos encontre, por isso, decidimos começar a nossa própria empresa. Estamos a fazer as coisas certas, movendo-nos na direção certa, e sentimo-nos confiantes de que podemos tornar esta empresa com uma base viável, com a opção de um buy-out corporativo. Isto agora era eu a brincar…

É expectável que esta editora possa, então, no futuro, lançar outras bandas?
DL: Sim, adoramos a ideia de promover uma comunidade musical de bandas esquisitas que de outro modo ficariam desconhecidas. Seria como aquele miúdo solitário no colégio, quando descobres que ele é realmente mais inteligente do que todos os outros, mas está repleto de ansiedade social! Música e negócios são como óleo e água, porém, é preciso uma habilidade especial para não queimares o lado comercial do mesmo. Mas se ele se puder sustentar de alguma forma, estaríamos contentes de fazer parte dessa cena.

De regresso a Skylight, como definiriam este lançamento?
DL: Musicalmente falando, fizemos um disco que vive no seu próprio universo artístico, livre de qualquer necessidade ou obrigação de soar como qualquer coisa que esteja a acontecer, o que é uma sensação muito libertadora para qualquer pessoa criativa! Pessoalmente, sinto que muita música moderna perdeu o seu caminho no que diz respeito a um certo sentimento de criatividade, expressão criativa e a assunção de riscos. Não gosto de olhar para trás, só que na música rock, as coisas aconteceram de forma diferente no final dos anos 60 e início e meados dos anos 70. As pessoas gostavam de coisas que, de uma maneira geral, são atualmente consideradas marginais ou underground. Gosto do som dos pedais fuzz, bateria de verdade, baixos Rick, Hammond B3S, pianos Wurly, sintetizadores Moog... Essas coisas fazem-me feliz! E quando colocado num contexto de música melódica com algumas ótimas mudanças de acordes e um par de riffs agradáveis, bem, para mim isso é o meu tipo de música rock.
DS: Este disco, sem qualquer jogo de palavras, tirou-nos de uma imagem e categoria anterior onde necessariamente não nos revíamos. Mesmo sentindo uma certa linha comum que liga os dois álbuns, este tem uma abordagem mais orgânica e uma sensação mais quente. Portanto, pode dizer-se que sentimos que este lançamento respira uma vida nova para a banda com músicos de mente aberta que simplesmente querem partilhar a sua música e dar uma experiência ao vivo memorável.
TC: É a música que todos nós gostamos de ouvir e tocar ao vivo, e isso é apenas o início. Estamos a encontrar o nosso caminho, e o novo material irá levar-nos a um nível ainda mais alto!

Em breve começarão a vossa primeira tournée europeia. Onde irão tocar?
DL: Inicialmente queríamos fazer uma tournée europeia completa, mas após analisar os números, decidiu-se apenas por duas semanas de tournée pelo Reino Unido. Faz mais sentido logisticamente. Somos uma banda que atua como uma indústria caseira e quase totalmente autofinanciada, por isso é necessário ser muito eficiente. Assim, os lugares onde vamos tocar, são principalmente salas de média dimensão espalhadas por toda a Inglaterra e País de Gales, algumas dos quais bastante lendárias, como o Fiddler's Elbow em Camden, o Crowley's em Swansea e até o Lounge 41 a norte de Workington. Estes são os maiores sítios onde iremos tocar. E é divertido também, porque, mesmo que tendo nascido e vivido os meus primeiros 5 anos na Inglaterra, nunca vi a maior parte do Reino Unido. Londres, Brighton, conheço. Liverpool? Vamos lá!

Expetativas para essa tournée?
DS: Queremos voltar à fonte de onde vieram muitos dos artistas que crescemos a ouvir - Floyd, Sabbath, Led Zep, The Beatles, Yes, Bowie, Smiths, etc. Temos a sensação de que o tipo de música que tocamos vai ter pessoas particularmente interessadas nesse lado do Atlântico. Apesar de tudo, Montreal também é conhecida como uma das principais cidades a proporcionar boa música. Apenas queremos gerar um certo buzz e que as pessoas saibam da nossa presença. Temos um vídeo promocional fixe, uma grande representação visual e presença on-line que, espero, irá desencadear algum curiosidade!
DL: As pessoas no Reino Unido e na Europa parecem ser menos influenciadas pela máquina dos media americanos e têm melhor gosto. Pelo menos há uma maior concentração de pessoas com gostos ecléticos. Esperamos que haja um bom número de pessoas felizes de nos ver ao vivo, tanto os fãs que fizemos on line, como os novos que vão descobrir-nos pela primeira vez. Nós existimos num espaço entre o pesado e leve, para algumas pessoas somos demasiado, para outras não o suficiente, mas outros não acreditam nos seus ouvidos quando nos ouvem!

Próximos projetos… o que têm em mente?
DL: Nós já temos material suficiente para um terceiro álbum, e bem poderia ser um álbum duplo, logo que todas as novas ideias estejam trabalhadas! Mas também precisamos de obter mais material de vídeo. Por mim. É muito trabalho, porque adoro cinema e tenho uma obsessão insana quando se trata de como um vídeo deve ser feito! Não estou naquela onda de ter um vídeo com a banda a tocar em palco, embora seja o mais simples e mais direto e as pessoas gostarem de ver o que a banda parece, e todas as pessoas a se divertirem na frente do palco. Mas agora estamos a trabalhar com um artista stop-motion e conhecemos algumas pessoas do indie vídeo. Jovens com muito talento e energia! Se tivesse mais tempo, ajudaria mais. Estou a trabalhar em algumas ideias found-footage, que não necessitam de filmagem mas talvez metade da vida a editar!
TC: Estamos muito animados com o próximo álbum. Dom e eu temos encontrado mais maneiras de contribuir...
DL: Isso é porque eu estou a tornar-me uma anormal menos controlador!
TC: ... e a visão musical que começou em Skylight está cada vez mais...
DL: Cristalizada?
TC: Exatamente!
DL: Temos uma nova música, que gosto de chamar o nosso 2112, mas não se trata de padres ou templos no espaço nem nada disso. É longa tem muitas partes!
DS: E vamos tocá-la no Reino Unido!

Bem, muito obrigado, mais uma vez! Querem acrescentar algo mais?
DL: Queremos agradecer-te por esta entrevista e aos teus leitores por a lerem! E às pessoas em todos os lugares que acreditam no espírito do rock e abrem a sua mente e consciência a novas formas. Nós somos "apenas uma banda", mas realmente acredito que todo mundo tem um papel no avanço da vida na terra, não importa quão grande ou pequeno tu pensas que as tuas ações são.
TC: Sim, obrigado!
DS: Obrigado e espero ver-te em breve!

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Review: The Sun Is New Each Day (Armonite)

The Sun Is New Each Day (Armonite)
(2016, Independente)
(5.2/6)

The Sun Is New Each Day é o novo e segundo disco do duo italiano de prog rock Armonite, mais de 15 anos após a estreia. Este disco foi originalmente lançado em 2015, mas acaba por ter distribuição numa mais larga escala apenas este ano. Jacopo Bigi, violino elétrico e Paolo Fosso, teclados são os elementos base que dão vida e corpo a este projeto curioso onde o prog rock desafia as regras estabelecidas por os vocais serem totalmente (com exceção de uma pequena parte narrada em ‘G’ As In Gears e uns quantos berros – com alguma teatralidade – em Die Grauen Herren) substituídos por violinos. Os momentos mais calmos prevalecem neste disco onde também é o violino o principal responsável pela introdução de alguma sensualidade. No fundo, nota-se muita alegria (mesmo nos momentos mais sérios do disco) e entrega num coletivo que apesar de tudo não se prende ao óbvio e explora algumas sonoridades diferentes. São exemplos a incursão por ritmos eletrónicos (Connect Four), pela world music (Sandstorm) e pela melancolia como em Slippery Slope.

Tracklist:
1.      Suitcase War
2.      Connect Four
3.      ‘G’ As In Gears
4.      Sandstorm
5.      Slippery Slope
6.      Satellites
7.      Die Grauen Herren
8.      Le Temps Qui Fait Ta Rose
9.      Insert Coin

Line-Up:
Jacopo Bigi – violino elétrico
Paolo Fosso – teclados
Colin Edwin – baixo
Jasper Barendregt – bateria
Marcello Rosa – violoncelo

Internet:
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Youtube   

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Entrevista: Adam Eckersley Band

Depois dos Bluezone, com quem lançou três álbuns, e depois de algum tempo como músico de sessão, Adam Eckersley começa a estabelecer-se com a sua banda. Dois EP’s e um álbum na bagagem antes de um segundo longa duração, naturalmente intitulado… The Second Album! Foi com este motivo que falamos com o guitarrista australiano.

Viva Adam! Tudo bem? Há muito tempo no ativo, como vês o lançamento deste novo e segundo álbum?
Estamos muito animado com o lançamento do segundo álbum, foi muito divertido de criar e as músicas são divertidas de tocar ao vivo por isso é ótimo ter algum material novo na estrada.

Começaram como Bluezone, denominação com a qual lançaram três álbuns. Agora a mudança para uma banda com o teu nome. Qual a razão?
Os Bluezone terminaram há cerca de 7 anos e eu segui em frente e passei algum tempo a tocar em diferentes bandas como músico de sessão (guitarra). Uma dessas bandas eram os The McClymonts, que é a banda da minha mulher e das suas irmãs que tinham uma tour de cinco meses nos Estados Unidos e como precisavam de um guitarrista, fui com eles. De regresso à Austrália ainda fiz alguns concertos antes do seu guitarrista efetivo assumir o seu papel. Na última noite que toquei com eles, o A & R da editora deles estava lá e viu-me tocar, pelo que nas semanas que se seguiram ofereceram-me um contrato com a Universal Music Australia. Estava ansioso por fazer um álbum como uma banda e não como solista porque sempre preferi tocar em bandas e já tinha tocado em bandas tanto com Benny (baterista) como Scotty (baixo), com interrupções, durante cerca de 12 anos. Pedi-lhes para se juntarem à banda e eles estavam ansiosos. Scotty tinha tocado em diferentes bandas com Dan (órgão) ao longo dos anos por isso chamou-o, fizemos uma jam que funcionou bem e avançamos juntos.

Com este novo projeto, já são dois EP e agora dois álbuns lançados. Como analisas o desenvolvimento do vosso processo de criação?
Quanto mais tocamos juntos na estrada, mais somos capazes de explorar ideias musicais. Assim, o nosso som está sempre a ser trabalhado, todos nós nos desafiamos uns aos outros.

Concentrando-nos neste segundo álbum, mostram uma enorme diversidade de estilos. De que forma lidam com tantas nuances?
Todos nós temos uma ampla gama de influências estilísticas quando se trata de música e não queremos criar situações em que não possamos explorar diferentes musicalidades dentro do nosso som. Portanto, permitimos essa diversidade. Não é nada forçado, mas também não a restringimos e soa bem.

Curiosa é a escolha para título... The Second Album... A criatividade foi toda para a composição (risos!)?
Naturalmente há uma razão especial para esse título... Na realidade não tínhamos esta ideia para título do álbum, mas simplesmente não conseguimos pensar em mais nada. Era para se chamar Who Doesn’t Like Candles, mas ninguém gostou da ideia (risos).

Como foram as sessões de trabalho para este novo álbum? Durante quanto tempo trabalharam nele?
Tentamos registar o máximo ao vivo porque queríamos que o álbum fosse um verdadeiro reflexo do que nós somos em palco. A parte mais importante era capturar a bateria e o baixo juntos para que a energia estivesse lá desde o início. Depois trabalhamos ou alguns overdubs de guitarra, solos e vocais durante mais ou menos uma semana. Foi uma grande experiência de trabalho com Nick DiDia como nosso produtor. Nick deu muitas ótimas sugestões e também soube como tirar o máximo proveito de nós.

Como está a ser feita a promoção deste álbum ao vivo? O que já fizeram e o que têm agendado?
Desde o lançamento do álbum que temos andado em tournée pela Austrália, mas ainda temos muitos sítios onde ir, mas estamos a trabalhar para levar a música a todos que nos querem ouvir.

Muito obrigado, Adam!
Muito obrigado, apreciamos o teu tempo e olha em redor para chegar ao teu lado do mundo a nossa música.

domingo, 21 de agosto de 2016

Flash-Review: New Live Dates (Martin Turner)

Álbum: New Live Dates
Artista: Martin Turner   
Editora: Dirty Dog Discs/Cherry Red  Records
Ano: 2016
Origem:  Inglaterra
Género:  Classic Rock
Classificação: 5.7/6
Breve descrição: Em 2005 e 2006 Martir Turner andou em tournée pelo Reino Unido tocando músicas da sua ex-banda, Wishbone Ash. Nos anos seguintes (2006 e 2007) lançou dois volumes em separado com o registo desses espetáculos. A oportunidade de juntar esses dois lançamentos num único disco – duplo CD – surgiu agora por intermédio da Cherry Red Records. E é, também, mais uma oportunidade de ouvir alguns dos grandes temas dos Wishbone Ash. Reforce-se que o set list é quase totalmente diferente de Life Begins, o outro álbum ao vivo de Martin Turner (e de canções dos Wishbone Ash), recentemente lançado.
Highlights: Doctor, Blind Eye, Lorelei, Outward Boud, Warrior, Lifeline, Cosmic Jazz, Master Of Disguise, Living Proof, Blowin’ Free, Flesh And Steel
Para fãs de: Wishbone Ash, Uriah Heep, Free, Cream, Thin Lizzy

Tracklist:
CD 1:
1.      Doctor
2.      Blind Eye
3.      Lorelei
4.      Walking The Reeperbahn
5.      Outward Bound
6.      Persephone
7.      Front Page News
8.      Runaway
9.      Baby The Angels Are Here
10.  Warrior
11.  Lifeline
12.  Silver Shoes
13.  Cosmic Jazz

CD2:
1.      Diamond Jack
2.      Master Of Disguise
3.      Say Goodbye
4.      F. U. B. B.
5.      Come In From The Rain
6.      Living Proof
7.      Blowin’ Free
8.      Flesh And Steel
9.      Standing In The Rain
10.  Why Don’t We
11.  Jail Bait

Line-up:
Martin Turner – baixo e vocais
Keith Buck – guitarras e vocais
Ray Hatfield – guitarras e vocais
Rob Hewins – bateria
Ted Turner – guitarras e vocais

INFO: Via Nocturna goes extreme

Undercurrent (Ruins)
Formados em 2002, os Ruins são originários da Tasmânia, na Austrália. A sua música é uma infame mistura de dinâmicas de dark-death metal, de poderosas e melancólicas ambiências black metal, de estruturas rítmicas diversas e intensas e vocais venenosos. Alex Pope (guitarrista/vocalista) e Dave Haley (baterista), já tocaram em diversos grupos ao longo dos anos, e são os responsáveis por Undercurrent, novo trabalho que marca um novo início para o projeto, já que revisita temáticas abordadas no primeiro disco. Depois de quase três anos a produzir Undercurrent, os Ruins atingem um mais alto nível de definição. A edição é da gaulesa Listenable Records.

Line-up:
Alex Pope – guitarras e vocais
Dave Haley - bateria

Tracklist:
1.      Shadow Of A Former Self
2.      Crossroads
3.      Rites Of Spring
4.      The Fires Of The Battlefields To Survive
5.      Certainty The Adversary
6.      Undercurrent
7.      Filled With Contempt
8.      Symbols From Intent

Discografia:
Atom And Time (EP, 2004)
Spun Forth As Dark Neets (2005)
Cauldron (2008)
Front The Final Foes (2009)
Place Of No Pity (2012)
Undercurrent (2016)


IV – Beyond The Reef Of Sanity (Kayser)
Os thrashers suecos Kayser estão de regresso com um novo álbum intitulado IV – Beyond The Reef Of Sanity, em setembro numa edição da Listenable Records. IV - Beyond The Reef Of Sanity é a continuação musical de Read Your Enemy, mas como um irmão maior – mais músculo e estrutura óssea mais forte. Um trabalho genuíno onde facilmente se reconhecem as principais caraterísticas dos suecos – os ingredientes estão todos lá mas vários estádios à frente, com uma enfatização no engrandecimento das canções que culmina no longo épico de 13 minutos The Silent Serenade.

Tracklist:
1.      Beyond The Reef Of Sanity
2.      Through The Darkness
3.      Debris (Of A Dream)
4.      The Silent Serenade
5.      Dusk
6.      Asphalt And Suicide
7.      One Man Army
8.      I Sold My Soul (For Your Dream)
9.      Old Blanket
10.  Allergic To Life

Lineup:
Rob Ruben – bateria
Mattias “Swaney” Svensson – guitarras
Christian “Spice” Sjöstrand – vocais
Jokke Pettersson – guitarras
Emil “Ewil” Sandin - baixo

Discografia:
Kaiserhof (2005)
The Good Citizen (EP, 2006)
Frame The World… Hang It On The Wall (2006)
Read Your Enemy (2014)
IV – Beyond The Reef Of Sanity (2016)


Combat Cathedral (Assassin)
Combat Cathedral, o ultimo disco dos germânicos Assassin, mostra a banda de Düsseldorf a dar dois passos em frente no seu curriculum. Uma banda altamente motivada e pronta para arriscar e evoluir. E uma das razões prende-se com o novo dono do microfone, Ingo “Crowzak” Bajonczak, ou mesmo com o surgimento de ideias frescas. Por isso, Combat Cathedral é vocal e estilisticamente muito mais diverso, sem perder, naturalmente, o feeling thrash metal que carateriza os Assassin e fez da banda um dos expoentes máximos do género no cenário europeu. Por outro lado, este novo disco, uma edição da Steamhammer/SPV, mostra uns Assassin com fases mais lentas embora sem perder intensidade, situação notória num tema como Frozen Before Impact.

Line-Up:
Ingo “Crowzak” Bajonczak – vocais
Michael Hoffmann – guitarras
Jürgen “Scholli” Scholz – guitaras
Joachim Kremer – baixo
Björn “Burn” Sondermann – bateria

Tracklist:
1.      Back From The Dead
2.      Frozen Before Impact
3.      Undying Mortality
4.      Servant Of Fear
5.      Slave Of Time
6.      Whoremonger
7.      Cross The Line
8.      What Doesn’t Kill Me Makes Me Stronger
9.      Ambush
10.  Word
11.  Sanity From The Insane
12.  Red Alert

Discografia:
The Upcoming Terror (1987)
Interstellar Experience (1988)
The Club (2005)
Breaking The Silence (2011)
Chronicles Of Resistance (Compilação, 2011)
Chaos And Live (DVD, 2012)
Combat Cathedral (2016)