quarta-feira, 29 de março de 2017

Entrevista: Lonthra

Depois de experiências acumuladas em diversos outros projetos, os Lonthra surgem em 2016 para produzir rock enxuto, corpulento mas sem esquecer as linhas melódicas. O primeiro trabalho homónimo foi lançado no início deste ano em formato digital e foi este o tema de conversa com o guitarrista Roxo.

Viva, tudo bem? Para começar, falem-nos dos Lonthra – quando e como tudo começou?
Viemos todos de projetos e situações musicais que precisavam de estímulo e direção. Projetos que estavam a terminar, já faziam pouco sentido ou estavam num momento de baixa energia. Como não somos dados a ressacas, queríamos continuar a compor música e a tocar por isso unimos esforços e deitamos mãos à obra. Tivemos um primeiro momento em que tentamos reunir os atuais elementos em torno de um dos projetos antigos, mas depressa percebemos que estávamos a tentar forçar uma coisa que não fazia sentido para o coletivo atual. Não há nada mais libertador que uma folha em branco, por isso abandonamos todo o repertório e começamos simplesmente a tocar. Daí até às primeiras malhas foi um instante.

Antes de se juntarem como Lonthra que outras experiências relevantes tinham tido e de que forma se repercutiram neste novo projeto?
Achamos que todas as experiências musicais (e não só), mesmo as mais distantes, influenciam tudo o que fazemos, por isso a lista é extensa. Mas os projetos mais recentes como No Tribe, Empire ou Become Not estão certamente mais presentes. Gostamos de acreditar que não nos prendemos a ideias passadas, embora admitamos a sua influência. Gostamos de compor sem grande limitações nem imposições, por isso limitamo-nos a tocar o que nos sai pelos dedos.

Porque o nome Lonthra, ainda por cima com a adição do “h”?
Procuramos um nome para o projeto desde a decisão de fazer algo de raiz. Tivemos muitas ideias, mas acabamos por relaxar no momento da escolha. Acreditamos que os nomes das bandas funcionam como etiquetas identitárias e como tal são conceitos evolutivos e subjetivos. É a narrativa da música e das letras que a banda escreve, bem como da forma como se apresenta em palco que anima e explicita o conceito por trás de um nome. Deixamos as interpretações para quem nos ouve.

Durante quanto tempo trabalharam neste disco?
Cerca de 1 ano, talvez um pouco mais.

Trata-se de uma edição independente, certo? Era o que pretendiam ou foi uma contingência?
Não procuramos outra solução. Foi uma verdadeira edição independente e não estamos arrependidos. Fizemos todo o trabalho de gravação e divulgação com as nossas próprias ferramentas e esforço. Foi muito gratificante e estamos muito contentes com o resultado final.

Para já é apenas uma edição digital, suponho? Estão a ponderar fazer uma edição física?
Para já não está nos nossos planos.

Que objetivos pretendem atingir não só com este trabalho, como também no futuro?
Acreditamos que a recompensa está no caminho percorrido e por isso neste momento queremos continuar a divulgar este álbum pelo maior número possível de pessoas. Queremos muito tocar ao vivo e sentir a reação à nossa música. Gostávamos de conseguir um apoio profissional na divulgação e promoção para nos podermos concentrar na música.

Como se processa a composição nos Lonthra?
A composição é um processo fluido, democrático e participado. Tipicamente um de nós traz uma ideia de casa que exploramos e enriquecemos na sala de ensaios. Estamos já a compor material novo e como estamos num estádio diferente no conhecimento mútuo e na maturidade do projeto estamos a explorar ideias um pouco diferentes, mas ainda estamos muito no início para antever como será o resultado final.  

Vocês definem-se apenas como uma banda de rock, sem subgéneros. Mas haverá algum desses subgéneros ou movimentos que mais vos influenciam?
Se fizeres essa pergunta a cada um de nós vais ter respostas tão diferentes como grunge, pos-rock, psicadélico, metal etc. E alguns de nós vão torcer o nariz às escolhas musicais do vizinho. Não nos ficamos no espectro do rock ouvimos e somos influenciados por muitas outras coisas, mas é o rock que nos une e é a linguagem que partilhamos, daí ser por aí que nos aventuramos neste último trabalho.

Como estamos em termos de agenda no que diz respeito a apresentações ao vivo?
Estamos a marcar concertos para o Norte do país mas ainda não temos datas fechadas. Queremos voltar a tocar em Lisboa em breve. 
(Fotos: Pedro Nunes)

terça-feira, 28 de março de 2017

Review: Happy People (Freedom Fuel)

Happy People (Freedom Fuel)
(2017, Inverse Records)
(5.6/6)

Depois de alguns anos de experiências enriquecedoras no underground do rock finlandês, Teemu Holttinen, Henri Fagerholm e Sami Ojala encontraram nos Freedom Fuel uma forma de explorarem as suas ideias ricas de influências, diversificadas de estilos e ecléticas nas estruturas. Por isso Happy People é um disco difícil de descrever, embora seja agradável de ouvir pela capacidade de surpreender a cada passo. De uma verdade não restam dúvidas: isto é rock. A partir daí tudo pode surgir. Desde a estética complexa de uns Muse ao rock mais negro de uns The Cult em Leave It Behind; na curiosa mistura entre o groove do rock contemporâneo e uma linha melódica vocal tipicamente Pink Floyd em Dirt In The Ground; na costela punk melódico de uns Green Day em Let Them Go ou Happy People; no hard rock que fez escola a partir dos DAD em Good Intentions (claramente um dos temas melhores conseguidos); na sinistra, estranha, muito longa, quase doom, adocicada por outra melodia à Muse em I Can’t Come; no reggae de First Hand ou na balada Ghost Before Me. Genericamente, Happy People apresenta uma secção rítmica muito sólida, com um desempenho extraordinariamente autónomo o que faz que, por diversas vezes, surjam momentos de bass & drum, linhas de guitarra com um trabalho deveras criativo e nada previsível e linhas vocais com bastante melodia. Happy People é o trabalho de estreia e os Freedom Fuel andam nisto desde 2015.

Tracklist:
1.      Leave It Behind
2.      Dirt In The Ground
3.      Let Them Go
4.      Good Intentions
5.      I Can’t Come
6.      First Hand
7.      Happy People
8.      Ghost Before Me
9.      Gimme A Pill
10.  MOTPFE

Line-up:
Teemu Holttinen - Vocals & Guitars
Henri Fagerholm – Bass
Sami Ojala – Drums

Internet:
Facebook   
Twitter    
Bandcamp    
Soundcloud     
Youtube    

Edição: Inverse Records       

segunda-feira, 27 de março de 2017

Entrevista: Click

E de repente, bem à moda antiga, de uma vila antiga, no interior do país, surge um click para um grupo cheio de imaginação que assina um disco dos diabos! Pedro Maia e Rafael Pereira foram os dois clickers que falaram com Via Nocturna a respeito deste incrível projeto!

Olá, tudo bem? Quem são os Click? Quando se deu o click para erguerem este projeto?
Olá. Tudo bem, esperamos que com vocês também. Os Click são um grupo de jovens de Figueira de Castelo Rodrigo, distrito da Guarda, e que cresceram com uma mensagem dentro deles, sentindo hoje a vontade de a transmitir. O "click" deu-se pela altura do nosso décimo ano de escolaridade, ou seja, no ano de 2010, quando o Rafael e o Marco se juntaram, achando que seriam capazes de criar algo que desse frutos.

O nome Click pode ter diversos significados. No vosso caso significa o quê?
Começou por ser Click4Play, quando éramos quatro membros, e era daí que se extraía o sentido do nome, mas ao longo da nossa vida enquanto banda achamos por bem remover o 4Play, algo que na brincadeira nós chamámos o “eliminar dos preliminares”, devido à semelhança com a palavra inglesa que dá nome às mesmas. No nosso caso, é o "click" que esperamos fazer na cabeça dos nossos ouvintes que originou a vontade de manter o dito Click.

Mas este é um nome algo complicado, quando se trata de procurar na net. Pensaram nisso?
Não, nunca.

Podem falar um pouco da vossa história até agora?
Conhecemo-nos quase desde sempre, mas quando nos aproximámos a sério é que tivemos o desejo de fazer música juntos. Crescemos juntos a tocar covers na discoteca Auritex em Figueira, onde passávamos a maior parte dos nossos dias e noites, achando que o mundo era nosso; tempos mais simples, no fundo. Depois de algumas peripécias e mudanças de membros, que ainda recordamos com carinho, chegámos à formação atual. Desde aí, corremos o paíss de lés a lés, sempre a fazer concertos e a conhecer novas pessoas. Sentimos que esta era a altura perfeita para gravar um álbum, e cá está ele.

Qual é background musical dos elementos da banda?
Todos nós tínhamos alguns conhecimentos musicais, mas poucos, e fomos aprendendo em escolas de música da vila ou na internet. Só quando fomos para a faculdade é que começámos verdadeiramente a crescer: o Pedro começou a estudar num curso de Jazz e tornou-se um fenomenal músico, sendo quase todas as composições dele, e as que não são, foram arranjadas por ele; o Rafael entrou para uma tuna, a TAFDUP, onde também aprendeu muito, especialmente a cantar; o Rui aprendeu com o Pedro e cresce cada vez mais a olhos vistos; o Marco todo ele é trabalho e dedicação, admirável aliás, mas, sobretudo, o amor ao grupo fá-lo querer ser sempre melhor.

Disponível já desde o final do ano passado está o vosso álbum de estreia. Já têm feedback da forma como está a ser feita a receção e reação?
O nosso álbum é uma espécie de "esquizofrenia musical", contando com os mais variados estilos de música, porque a nossa própria intenção seria agradar ao maior número de pessoas possível e também mostrar o que nós cremos ser uma certa versatilidade e flexibilidade musical. Com essa intenção, parece que tudo resultou, e temos tido um forte apoio, e a vossa review foi a nossa melhor crítica até agora, e desde já agradecemos. E de resto, sim, temos tido um feedback muito positivo.

Como o descreveriam nas vossas próprias palavras?
É um desejo muito antigo realizado, um sonho. No fundo de tudo, é uma mensagem, e é isso o importante sobre este álbum.

Sei que gravaram em Viseu, certo? Como decorreram as sessões? Sentiram algum tipo de dificuldade?
Exactamente, no Estúdio Produsom. A maior dificuldade foi acertar as disponibilidades de todos os membros, porque, de resto, o trabalho de Paulo Lima, dono do estúdio, fez tudo voar e as sessões eram animadíssimas.

Porquê a escolha do título À Moda Antiga?
Porque todo o CD já não é desta época. Quiçá, nem nós próprios nos sintamos desta época, e quisemos ir buscar vários tipos de música que brilhavam no passado para trazer um pouco do antigamente para os dias de hoje.

Marionetas (Ao Vento) é o primeiro single/vídeo retirado deste álbum. Que critérios estiveram na base da escolha deste tema para vossa apresentação?
Cada vez que o Rafa escreve e o Pedro compõe, dizemos sempre que é a melhor música que compusemos até ao momento, e ficamos sempre muito entusiasmados, e "Marionetas" calhou ser a última, e também a mais adaptável a um vídeo, por ter uma mensagem que espelha bastante a realidade sociopolítica atual, e portanto é uma mensagem com que as pessoas se relacionam facilmente.

Em dez temas, dois são em inglês. Como se sentem melhor e esta dualidade linguística será para continuar?
O Rafa, não aprecia escrever em inglês, mas às vezes sai-lhe e nesses momentos sente que deve fazê-lo. Not A Really Good Time e Discotime saíram e amadureceram, e achámos por bem não as deixar de fora. Para o futuro, é provável que o inglês desapareça.

O line up apresentado no CD é ligeiramente diferente do que aparece no vosso facebook. Que alterações ocorreram?
Como dissemos anteriormente, o alinhamento do grupo mudou bastante, com reduções, trocas e adições. Já tivemos o Hugo Fonseca no baixo, e depois juntaram-se a Maryna e o Rui, formação que gravou o álbum. Hoje, a Maryna também já não faz parte do grupo. Não aconteceu nada de especial nem de dramático, foi simplesmente a vida a seguir em frente.

Também se pode verificar no vosso disco que apoios não têm faltado, mesmo em termos de entidades autárquicas como o município e juntas de freguesia. Para uma banda do interior é importante este tipo de apoios?
Muito, é de enorme importância. Sem eles, este passo continuava a ser apenas um projecto.

Por falar em interior, sentem que estão um pouco longe dos grandes centros de decisão ou nem por isso?
Não de todo. Estudamos todos fora, o Rafael e o Rui no Porto, o Pedro em Lisboa, e o Marco na Guarda, e já temos contactos com diversas pessoas, culturas e actividades, e isso dá-nos uma crescente vivência para escrever sobre temas. De resto e do passado, viver em Figueira nunca nos afastou de nada, sentimo-nos até privilegiados de podermos ter crescido em tão bom local, pacato e tranquilo e com a quantidade de movimento e informação certa.

Quais são os vossos planos para o futuro enquanto banda?
Escrever, compor, olhar para aquilo que há e falar sobre isso de um modo apelativo e animado. E crescer, sobretudo. Expandirmos tanto os nossos projetos como as nossas mentes. Melhorar é uma necessidade fáctica, mas nada nos vai impedir de continuar a dar música a quem nos quiser ouvir.

Obrigado! Querem acrescentar mais alguma coisa?
Um grande obrigado pela vossa atenção é o melhor acrescento a fazer-se. Para quem nos lê, aconselho que nos oiçam; não pedimos porque não se pode pedir a ninguém para ouvir algo que não queira, mas é um conselho em tom de pedido. Penso que, nas nossas palavras, será só isto. Muito obrigado.

domingo, 26 de março de 2017

Flash-Review: Inception (Sanctuary)

Álbum: Inception
Artista:  Sanctuary   
Edição: Century Media   
Ano: 2017
Origem: EUA
Género: Heavy Metal, Prog Metal
Classificação: 5.8/6
Breve descrição: A história dos Sanctuary é sobejamente conhecida, portanto que vem a ser este Inception? Uma olhadela rápida ao tracklist confirma-nos que este disco contém grande parte do seminal Refuge Denied (1988). Tudo começou quando Lenny Rutledge descobriu as demos de 1986, portanto, anteriores ao lançamento desse mítico álbum. Numa altura em que os trabalhos para o novo disco da banda de Seattle continuam, é bom recordar como tudo começou… indo ainda mais atrás do que o principio conhecido.
Highlights: Die For My Sins, Death Rider/Third War, Ascension To Destiny, Battle Angels, Veil Of Disguise

Tracklist:
1. Dream Of The Incubus
2. Die For My Sins
3. Soldiers Of Steel
4. Death Rider/Third War
5. White Rabbit (Jefferson Airplane cover)
6. Ascension To Destiny
7. Battle Angels
8. I Am Insane
9. Veil Of Disguise

Line-up:
Lenny Rutledge - guitarras
Warrel Dane - vocais
Dave Budbill - bateria
George Hernandez - baixo
Nick Cordle – guitarras (live)

Flash-Review: Worth The Pain (Letters From The Fire)

Álbum: Worth The Pain
Artista:  Letters From The Fire   
Edição: Sand Hill Records/Cargo Records
Ano: 2017
Origem: EUA
Género: Heavy Metal, Modern Metal, Alternative Metal, Alternative Rock
Classificação: 4.7/6
Breve descrição: Ultrapassado que está o eterno problema dos vocalistas, os Letters From The Fire apresentam Worth The Pain, uma coleção de 13 temas que cruzam peso e melodia, em sucessivas reviravoltas que vão do groove pesado a passagens de piano. Pop e agressão perfeitamente lado a lado. E a voz de Alexa Kabazie surge, ao mesmo tempo, desafiadora e reflexiva.
Highlights: Mother Misery, At War, Control, Worth The Pain, Scars
Para fãs de: Evanescence, Lacuna Coil, In This Moment, Like A Storm, Halestorm

Tracklist:
1. Perfect Life
2. Mother Misery
3. Give In To Me
4. Bruised
5. Live A Lie
6. My Angel
7. Last December
8. Holy Ghost
9. At War
10. Control
11. Worth The Pain
12. Scars
13. One Foot In The Grave

Line-up:
Mike Keller – guitarras
Alexa Kabazie – vocais
Brandon Stucky – guitarras
Clay Wages – baixo
Brian Sumwalt - bateria

sábado, 25 de março de 2017

Notícias da semana

Sai a 14 de abril o próximo trabalho dos street rockers finlandeses, Never Train. DNAR é o nome deste que é o segundo EP e apresenta três novos temas, estando o seu lançamento a cargo da Secret Entertainment. O lyric video de DNAR pode ser visualizado aqui.


Os Jupiter Falls são uma banda de hard rock melódico moderno e assinaram pela Rock ‘n’ Growl Promotion para a promoção do seu segundo trabalho Faces In The Sand – Part One. O disco está nas lojas desde esta semana numa edição da Broken Road Records. O álbum é composto por 11 temas novos, incluindo o épico tema-título, o single Nothing To Me e o fantástico hino This Is A War We Can Not Win.


Love´s Holding On é o primeiro single do próximo álbum de Axel Rudi Pell, intitulado The Ballads V. Neste tema poderemos ouvir Johnny Gioeli num fantástico dueto com essa incomparável voz do rock que é Bonnie Tyler. O disco sai a 21 de abril pela Steamhammer/SPV.


A Underground Symphony anunciou a assinatura com os Mindfar para o lançamento do álbum de estreia da banda italiana de metal opera. Os Mindfar têm como mentor o guitarrista e compositor Armando de Angelis. O álbum de estreia chama-se The Dark Tower e é um disco conceptual inspirado no grande escritor Stephen King. The Dark Tower é um disco aconselhado para fãs de Avantasia e Ayreon.


Desde a edição, em 2014, do álbum Antillius: The King Of The Light, que os fãs dos italianos Kaledon têm ansiosamente aguardado pelo seu sucessor. A espera está, finalmente, prestes a terminar com a edição Carnagus - Emperor Of The Darkness. O novo álbum sai a 15 de maio e apresenta um lineup renovado com a entrada do vocalista Michele Guaitoli (Overtures, ex-Future Is Tomorrow) e do baterista Manuele di Ascenzo (ex-Secret Rule) que assim se juntam ao mentor Alex Mele (guitaras) para criar mais um capítulo da saga Legend Of The Forgotten Reign, numa perfeita mistura de riffs modernos, velocidade do classic Power Metal, coros épicos e arranjos sinfónicos.


Os Mindmaze acabam de lançar o vídeo do tema Sign Of Life, retirado do seu novíssimo trabalho Resolve nas lojas a 28 de abril numa edição Inner Wound Recordings. Resolve é o terceiro trabalho dos americanos e é a primeira vez que a banda dos irmãos Teets (Sarah e Jeff) se aventura numa obra conceptual, num conjunto de 13 temas, três deles instrumentais, onde se cruza o melódico, o progressivo e o heavy metal tradicional.


Aí está a tão aguardada notícia: o terceiro álbum dos Heylel está próximo da sua data de lançamento internacional (30 de setembro) ao qual se seguirá uma tournée europeia. O disco chama-se Shades Of Time e conta com uma lista de convidados onde se incluem Ky Fifer (Philhelmon), Erik Laan (Silhouette), Francisca Ribeiro (Malaboos) e  Kristofer Gildenlöw (ex-Pain of Salvation). Shades Of Time está disponível para audição no bandcamp da banda. Entretanto, fica a informação que a banda estará no programa Via Nocturna, nos Estúdios da Rádio Riba Távora no próximo dia 6 de abril para uma conversa e para a apresentação de alguns temas em formato acústico.


No último dia deste mês é lançado o segundo vídeo retirado do álbum Reflections dos austríacos Cornerstone. Três meses depois do lançamento de Last Night, é agora a vez de Northern Light. Tal como o álbum, também este single foi produzido por Harry Hess. O vídeo foi produzido pela equipa The Cockpit.


A Valery Records e a V-Promotion anunciaram o lançamento, a 31 de março, do álbum Hell Sweet Hell dos Crawler. O disco já está disponível no iTunes e terá distribuição Audioglobe. O single de avanço, Dhampyre, já pode ser visualizado.


O coletivo experimental Zero Times Everything lança a 21 de abril o seu novo e muito aguardado álbum intitulado Sonic Cinema, já descrito como qualquer coisa próximo de um avant-garde-post-industrial-pre-cambrian-pan-ethnic-serial-noise-proto-punk-neocortex (será que alguém conseguirá descortinar o que isto é?). De forma mais simplificada, uma mistura de glitchcore, ambiente e rock progressivo.


Uncover The Truth é o mais recente lançamento dos Resurrect The Machine (RTM) e estará nas lojas a 21 de abril, numa edição Minotauro Records. Os RTM contam com o vocalista Dean Ortega (Interscope Records, RCA Victor, Tim Palmer,  Peter Frampton) e pelo virtuoso guitarrista Andrré Makina,  para além de Joey Cotero na bateria e de Kurt Barabas (Roswell Six, Amarans Plight) no baixo. O vídeo para o tema Rush já está disponível.


Redemption é o nome do novo álbum dos Craving Angel e tem o selo da Minotaur Records. O álbum tem data de lançamento agendada para 21 de abril. Os Craving Angel formaram-se em 1994 e fizeram o circuito de clubes de Minneapolis com uma vocalista feminina durante seis meses, tendo alguns anos depois passado pela emblemática Geffen Records antes da separação. A atual editora acabaria por pegar nos temas escritos entre 1986 e 1994 e lança-los na forma de Dungeon Fortress Of Rock. O resto é história e o novo álbum está, finalmente, aí.

O músico Bruno Sobral, artisticamente conhecido como Tsunamiz tem pronto o seu segundo álbum de originais nas ruas desde o dia 20 de março. Com o polémico título Whoreporate Censorshit, o sucessor de Evil Live lançado em 2015, encontra-se disponível em todas as lojas digitais a nível mundial. O álbum consiste de doze temas que variam entre o indie rock, o synth-punk e o electroclash. As guitarras punk agressivas e os beats de electro são preenchidos por uma voz melódica e bela mas também capaz de gritar de desespero e raiva.

O novo álbum dos Raw Silk chama-se The Borders Of Light e tem lançamento previsto para 24 de abril pela Fame Of Poets Records. Os Raw Silk são uma presença constante na cena do AOR grega e europeia desde 2004, altura da sua estreia Silk Under The Skin. O novo álbum traz 10 temas de uma inspiração moderna do heavy metal clássico dos anos 80. O primeiro single e lyric video Nobody Fills The Loneliness já está disponível.