segunda-feira, 29 de maio de 2017

Entrevista: Walk On Fire

Depois de um primeiro álbum, Blind Faith, que acabaria por não ter o sucesso desejado, pelo menos no lado de lá do Atlântico, os Walk On Fire foram literalmente atropelados pelo surgimento do grunge e o segundo álbum, já gravado, acabaria por ficar nas masters numa caixa debaixo da cama de Dave Cairns. Só agora, depois do interesse manifestado pela Escape Music, e com parte do grupo reunida, é que Mind Over Matter vê a luz do dia. Percebam a história na conversa que tivemos com o teclista e guitarrista Dave Cairns.

Olá Dave, obrigado pela tua disponibilidade! A primeira pergunta é óbvia e penso que já te deve ter sido feita várias vezes: por que só agora o segundo álbum?
Bem, regressando ao dia, depois do álbum de estreia Blind Faith não ter conseguido sucesso suficiente nos EUA, que era onde Alan King e eu tínhamos apostado, continuamos com a MCA no Reino Unido para fazer 125 espetáculos naquele ano. Mas eu sabia que não conseguiria o airplay necessário para ter sucesso em comparação com as estações de rádio de rock nos EUA, logo deveríamos ter estado na estrada nos EUA, e não apenas no Reino Unido pelo que no final batemos numa parede de tijolos.

Como foi que este regresso começou a ser possível e quando começaram a falar sobre isso como uma possibilidade real?
É muito triste, mas o guitarrista Michael Casswell afogou-se na Espanha em outubro passado e fui ao YouTube ver o nosso vídeo Blind Faith filmado em Los Angeles, para ver se alguém, passados todos estes anos, tinha deixado alguma mensagem de condolências a respeito de Michael e havia uma mensagem do Khalil da Escape Music perguntando se tínhamos gravado um segundo álbum. Foi aí que entrei em contacto com eles.

Acredito que, durante este longo período de tempo, falaram deste lançamento várias vezes. Na realidade, qual foi o clique principal que desencadeou tudo?
Depois que nos separamos da MCA, gravamos muito material em Londres e em redor de Londres, mas a música grunge tinha acabado de explodir na cena e nenhuma editora no Reino Unido nos procurava, assim que um dia, resolvi juntar todos os DAT masters de cada estúdio e mantive-os numa caixa debaixo da cama todos estes anos. Até que os levei a um estúdio de masterização e sentei-me com Khalil da Escape Music e foi incrível ouvir todas essas músicas que eu tinha esquecido há muito tempo (eu só as tinha no DAT e nunca tive onde as tocar!). Em seguida, surgiu a capa e o álbum foi colocado no calendário de lançamento da Escape Music.

Como foi a disponibilidade mostrada pelos ex-membros para este renascimento? A química ainda está lá?
Demorou bastante tempo para localizar Alan King pois o meu telemóvel tinha sido roubado no estrangeiro e perdi todos os meus números, mas agora estamos em contato e começámos onde tínhamos parado. O baixista Phil Williams ainda anda por aí a fazer grandes coisas; o baterista Trevor Thornton agora vive perto de Los Angeles; e programador Richard Cottle ainda cria a sua magia no seu estúdio caseiro. A grande tragédia é Michael Casswell que já não está connosco e eu sei o quanto ele teria adorado ver isso finalmente cá fora com esta grande guitarra.

Então estão todos que gravaram Blind Faith com exceção de Michael Casswell?
Somente eu, Alan King e Richard Cottle do álbum Blind Faith gravamos este segundo material.

Neste conjunto de doze canções (para além de uma faixa bónus) há alguma nova?
Todas as músicas foram escritas e gravadas em 1992. E óbvio que é muito tempo, mas gostaria de pensar que as músicas e as apresentações resistiram ao teste do tempo.

Agora, com este novo disco, a banda está pronta, novamente, para ir para a estrada? Alguma coisa já está planeada e definida?
Para ser honesto, isso é algo que ainda não discutimos! Ainda estamos em choque com este segundo álbum cá fora depois de todos estes anos.

Acredito que agora haja a possibilidade de mais música e novos discos. Já pensaram nisso ou ainda é cedo e preferem esperar para ver as reações relativamente a Mind Over Matter?
Este disco apenas prova que nunca se sabe o que vai acontecer a seguir!

Muito obrigado, Dave! Queres adicionar mais alguma coisa a esta entrevista?
Só quero agradecer ao Khalil e ao Barrie na Escape Music por fazer isso acontecer.

domingo, 28 de maio de 2017

Flash-Review: Halfway There (Mark Slaughter)

Álbum: Halfway There
Artista: Mark Slaughter   
Edição: EMP Label Group    
Ano: 2017
Origem: EUA
Género: Hard Rock
Classificação: 5.1/6
Análise:
Nome incontornável da cena hard rock, Mark Slaughter regressa com o seu segundo trabalho em nome individual. E mostra que não só as suas aptidões vocais continuam intactas, como também cresceu como compositor e multi-instrumentista. Os anos 80 e o glam hard rock dessa altura continuam muito presentes mas aqui com um maior destaque numa produção contemporânea e poderosa. Em relação a Reflections In A Rear View Mirror melhora a eficiência dos temas (que já não se estendem indefinidamente) embora, no cômputo geral, Halfway There se mostre menos equilibrado.
Highlights: Halfway There, Forevermore, Disposable, Not here, Supernatural
Para fãs de: Slaughter, Warrant, Vain, Vinnie Vincent, Skid Row, Mr. Big

Tracklist:
1. Hey You
2. Devoted
3. Supernatural
4. Halfway There
5. Forevermore
6. Conspiracy
7. Reckless
8. Disposable
9. Turn It
10. Not Here

Line-up:
Mark Slaughter – vocais, guitarras, baixo, teclados
Josh Eagan – bateria
Jaymi “Pink Bassman” Millard – baixo (em 2,3,6,7,8,10)
Bill Jordan – piano (em 1)

Flash-Review: Them Dirty Roses + Trouble (Them Dirty Roses)

Álbum: Them Dirty Roses + Trouble
Artista: Them Dirty Roses   
Edição: Independente
Ano: 2017
Origem: EUA
Género: Rock, Roots, Southern Rock, Funk Rock, R & B
Classificação: 5.0/6
Análise:
Absolutamente sulistas, os irmãos Ford (James e Frank) seguem as pisadas de ícones como Lynyrd Skynyrd ou The Allman Brothers Band. Este trabalho junta os dois EP’s lançados anteriormente (o homónimo em 2014 e Trouble em 2016) sendo, ainda, adicionados dois temas ao vivo. Catorze temas (ou treze mais um repetido) assentes numa forte dose acústica, revivalistas e orgânicos, mas muitas vezes sem garra nem argumentos suficientes para se impor face a tantos lançamentos dentro deste género. Curiosamente, ao vivo a banda parece soltar-se mais, pelo menos a atender pela amostra dos dois temas registados nesse formato aqui presentes.
Highlights: Trouble, Songs About You, Shake It, A Bad Hand, Grew Up In The Country, Cocain And Whiskey
Para fãs de: The Eagles, Lynyrd Skynyrd, Marshall Tucker Band, Black Crowes, Grand Funk Railroad, Otis Redding, The Allman Brothers Band

Tracklist:
1.      Cocaine And Whiskey
2.      What Your Daddy Doesn’t Know
3.      Whiskey In My Cup
4.      Shake It
5.      Beers Cans And Tire Swings
6.      Songs About You
7.      Molly
8.      Back Home
9.      Trouble
10.  Grew Up In The Country
11.  Fix You
12.  Head On
13.  A Bad Hand
14.  Shake It

Line-up:
James Ford – guitarras e vocais
Andrew Davis – guitarras
Ben Crain – baixo
Frank Ford - bateria

sábado, 27 de maio de 2017

Notícias da Semana

Saiu ontem Paragon, o primeiro single do novo álbum dos Ten, Gothica. O 13º álbum dos hard rockers britânicos sai a 7 de julho pela Frontiers Records e este primeiro single é a poderosa e emocional balada Paragon. Gothica foi produzido por Gary Hughes e misturado e masterizado por Dennis Ward.


A banda sonora de Piratas das Caraíbas: Homens Mortos Não Contam Histórias já se encontra disponível nas lojas, em formato físico e digital, tendo sido editada com o selo da Walt Disney Records um dia depois do filme se estrear nas salas de cinema portuguesas. Tal como com antigos filmes da saga Piratas das Caraíbas, e fazendo referência às bandas sonoras anteriores, a música tem uma grande importância neste Homens Mortos Não Contam Histórias, cuja banda sonora, da autoria de de Geoff Zanelli, compositor vencedor de um Emmy, é rica em melodias repletas de entusiasmo e intriga que se aliam na perfeição à recente aventura dos piratas.


Já está nas lojas a reedição especial de celebração dos 50 anos do álbum histórico Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos The Beatles. Para esta reedição, Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band foi novamente misturado por Giles Martin e Sam Okell em estéreo e áudio 5.1 surround. Fazem ainda parte da nova edição desta obra-prima da história da música maquetes das primeiras gravações de estúdio, incluindo 34 gravações até hoje nunca editadas. Esta é a primeira vez que Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band é remisturado e apresentado com gravações alternativas, sendo também o primeiro álbum dos The Beatles a ser alvo de novas misturas e aumentado, desde o lançamento em 2003 de Let It Be… Naked.



Os Zäitgeist, são uma nova banda nacional, oriunda de Lisboa e formada em 2016. O primeiro single será lançado em breve. As sessões de gravação do primeiro vídeo também já estão concluídas pelo que se espera para breve.



A Pitch Black Records anunciou a adição ao seu catálogo da banda de power metal sinfónico com vocais femininos Insatia. O segundo álbum da banda chama-se Phoenix Aflame e tem edição prevista para 23 de junho, sucedendo assim à estreia de 2013, Asylum Denied. O lyric video do tema título já foi disponibilizado.



Foi lançado ontem Olé Olé Olé! A Trip Across Latin America, dos The Rolling Stones, um documentário de Paul Dugdale. Lançado em DVD e Blu-ray, o filme estreou num número limitado de salas de cinema na Europa em setembro do ano passado e foi exibido no Channel 4 em dezembro do mesmo ano. Olé Olé Olé! A Trip Across Latin America serve de complemento perfeito a Havana Moon, lançado também no ano passado. Este DVD e Blu-ray serão acompanhados de sete temas bónus registados ao vivo na digressão do grupo pela América Latina. Além do filme completo, o material bónus que está incluído neste lançamento dá aos admiradores da banda uma coleção de performances incríveis desta digressão.


A Declassified Records anunciou o lançamento do novo álbum dos lendários BangTower, banda de prog fusão. O álbum chama-se With N With Out e conterá 13 novos temas. Será o primeiro álbum desde o internacionalmente aclamado Casting Chadows de 2010. A data de lançamento deste trabalho onde participam Percy Jones, Neil Citron, Walter Graces, Robby Pag, Frankie Banali, entre outros será em dezembro.


XXV Anos marca o regresso dos Alcoolémia num disco que celebra duas décadas e meia de rock e estrada do grupo de Não Sei Se Mereço, e que estará à venda no dia 09 de junho. O grupo lançou o convite a uma série de amigos que admiram, para celebrar e revisitar os seus maiores sucessos. Entre as vozes de músicos já consagrados, e novos valores, os Alcoolémia contam com a participação de António Manuel Ribeiro (UHF), Nelson e Sérgio Rosado (Anjos), Carlos Tavares (Grupo de Baile), Nuno Norte, Zeal (Dr. Estranho Amor), Maria João, Vasco Duarte (Ossos do Oficio), Alfredo Costa (Skills and Bunny Crew) e Tiago Estrela (Rock em Stock). Paulo Borges (GNR) está a cargo das teclas.


Os Reach estão de volta e com novidades. Desde logo a mais notória é a redução para trio e a outra é o anúncio do lançamento de um novo álbum. The Great Divine foi produzido por Jona Tee (H. E. A. T.) e Tobias Lindell (Europe, Avatar) e é composto por dez temas entre os quais, Into Tomorrow, Nightmare, Running On Empty e One Life.



Os Skeletoon revelaram o conceito do seu próximo álbum, que já se encontra completamente escrito. O terceiro trabalho dos italianos chama-se They Never Say Die, é uma obra baseada no filme The Goonies e deverá sair em 2019 com as gravações a acontecerem a partir do início de 2018 nos Domination Studio com Simone Mularoni.



Os Grand Delusion (Per Clevfors, guitarras; Mikael Olsson, baixo e teclados; Magnus Rehnman, bateria; Björn Wahlberg, vocais e guitarras) estão ativos desde 2011 e The Last Ray Of Dying Sun foi o seu primeiro álbum. Agora a banda sueca assinou com a Minotauro Records para o lançamento do álbum Supreme Machine.



A Rockshots Records anunciou o lançamento do álbum Hard & Loud dos Doll’s Diary. Este álbum de estreia dos ucranianos apresenta o que denominam de hard drama rock, resultante de uma combinação de classic hard rock com elementos atmosféricos orquestrais, arranjos dramáticos, melodias nostálgicas e motivos dos videojogos.


Laura Macedo e Marcelo Silva, músicos da banda portuguesa Xerife, deram voz e corpo a dois temas produzidos para a peça The Real Mother of Marilyn Monroe que teve estreia internacional no Luciole International Theatre, em Houston, nos EUA, no passado dia 26 de maio. A peça de Armando Nascimento Rosa estreou em Portugal em 2016 e contou com as interpretações de Núria Madruga, Sara Salgado e Maria Emília Correia. Os músicos Laura Macedo e Marcelo Silva foram desafiados para fazer os arranjos musicais de um tema original de Armando Nascimento Rosa, Goddess Within, que conta a história de um encontro com Norma Jean, antes de se tornar Marilyn Monroe. O segundo tema foi inteiramente produzido pelos músicos portugueses, inspirado em alguns temas que Marilyn interpretou. A letra foi adaptada do poema de Fernando Pessoa, Summer Moments.



Killer Of The Game é o nome do novo álbum dos Angeles, disponível em CD e em formato digital numa edição da Rock Avenue Records. Killer Of The Game aborda o caos da sociedade atual bem como épicas batalhas contra o mal.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Review: Late Bloomer (Black Paisley)

Late Bloomer (Black Paisley)
(2017, Independente)
(5.7/6)

Late Bloomer é o trabalho de estreia de um coletivo sueco, provavelmente desconhecido da maioria, os Black Paisley, mas que já cá andavam como StephMetal, uma banda de covers. Dos covers ao originais foi a evolução natural e daí até ao alocar recursos e meios para se chegar a um álbum foi o processo previsível. Mas se este processo é (ou foi) previsível, o mesmo já não se pode dizer da música que o quinteto apresenta em Late Bloomer. Forte e consistente dose de rock clássico com alguns toques de blues, country e sulista é a receita para este conjunto de nove temas bem interessantes. E é curioso verificar que nomes tão díspares nos surgem quando se ouve Late Bloomer. Vocalmente, o trabalho aproxima-se (nem sempre mas bastas vezes) de Eddie Veder dos Pearl Jam, mas musicalmente Brian Adams acaba por ser uma das referências mais óbvias, o que não deixa de ser, aparentemente, um contrassenso, face à distância estilística que separa estes dois nomes. E se é verdade que o inicio com Run Run Run promete muito hard rock, isso acaba por não se confirmar porque os Black Paisley rapidamente retiram o pé do acelerador, introduzem a guitarra acústica e acalmam. Mas é precisamente nesta altura que surgem os melhores momentos: Autumn (bela melodia), Kickin’ (rock mais vibrante), It Ain’t Over (bluesy, sulista com órgãos atmosféricos) e Coming Home (fantástica balada com inicio de piano à ABBA) são os melhores momentos que a banda consegue criar. E é aqui que se mostra e se prova que os Black Paisley têm ideias e capacidades para evoluírem ainda mais numa próxima etapa. Isto porque na primeira atingiram um resultado bastante satisfatório.  

Tracklist:
1.      Run Run Run
2.      Way To Something
3.      Easy
4.      Ordinary Day
5.      Autumn
6.      Kickin’
7.      This Is My Day
8.      It Ain’t Over
9.      Coming Home

Line-up:
Stefan Blomqvist – vocais e guitarras
Ulf Hedin – guitarra solo
Jan Emanuelsson – baixo
Robert Wirensjö – teclados, piano
Robert Karaszi - bateria

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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Playlist Via Nocturna 25 de maio de 2017


Review: The Unity (The Unity)

The Unity (The Unity)
(2017, Steamhammer/SPV)
(5.9/6)

Com elementos dos Love.Might.Kill e outros que já tiveram passagens pelos Gamma Ray e Avantasia, os The Unity são o que vulgarmente se chama de superbanda. E o grande mérito desta superbanda é que fez um… superálbum. O que chama a atenção desde logo é a escolha do nome do projeto – The Unity - a lembrar que, se calhar, estes músicos estão mais unidos que uma junção de ocasião ou conveniência – como em algumas superbandas – poderá sugerir. E essa unidade é verificada quando se passa para a música. O que The Unity nos traz é algo de surpreendente porque pega no tradicional power metal e daí parte para outros patamares e outras andanças muito mais à frente. O disco é todo ele de uma elevada complexidade com diversas camadas instrumentais. Mas, independentemente do número de coisas que acontecem por unidade de tempo, o mais impressionante é a capacidade criativa ao nível do trabalho de guitarras e o arrojado trabalho ao nível vocal. Desde uns Firewind a uns Avenged Sevefold passando por uns Helloween ou Avantasia, o coletivo busca o melhor das suas influências para criar um disco moderno, que respira poder, diversidade e criatividade. Então o primeiro quarteto de temas é sensacional e logo ali fica demonstrada toda a capacidade de um conjunto de músicos que juntou forças porque realmente tinha algo de novo para construir e mostrar. No meio de temas muito elaborados surge Close To Crazy que acaba por ser o melhor exemplo de uma atitude descomprometida e um pouco fora do contexto. Depois Never Forget fecha o disco com chave de ouro num tema com forte componente melódica e muito catchy. Ainda antes, Always Just You é o que mais se aproxima de uma balada, embora bastante desconstruída para esse nível. Mas, quanto a nós, Redeemer é o expoente máximo do brilhantismo criativo dos The Unity. Uma enorme musicalidade num tema compassado (às vezes lembra Dio) e com um solo brutal de emotividade. Portanto, que não restem dúvidas: este é um disco feito por mestres, com enorme qualidade – uma qualidade que nasce da união e entrega e do talento.

Tracklist:
1. Rise And Fall
2. No More Lies
3. God Of Temptation
4. Firesign
5. Always Just You
6. Close To Crazy
7. The Wishing Well
8. Edens Fall
9. Redeemer
10. Super Distortion
11. Killer Instinct
12. Never Forget

Line-up:
Gianba Manenti - vocais
Michael Ehre - bateria
Henjo Richter - guitarras
Stef E - guitarras
Jogi Sweers - baixo
Sascha Onnen – teclados

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Edição: Steamhammer/SPV